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Mediateca na Ponte Estaiada

O projeto se insere em uma região que passou por intensas mudanças nos últimos tempos. A região da Avenida Luis Carlos Berrini já foi cenário de casinhas geminadas unifamiliares, passou a ser chamada de "Bratkelândia" (devido à ação empreendedora dos irmãos Bratke) e também foi cenário de uma imensa ocupação espontânea, a Favela das Águas Espraiadas, nome do córrego de várzea canalizado que hoje é a atual Avenida Roberto Marinho. Entre tantas outras caras que a região já teve, hoje é incorporada ao eixo centro-sul de desenvolvimento imobiliário da cidade de São Paulo e ganhou um monumento-marco, a nossa "Torre-Eiffel".    

   

A ponte estaiada serve como símbolo do desenvolvimento da cidade. O projeto de intervenção ao monumento tem como inspiração a obra de Héctor Zamora  Casa do Artista, uma instalação artística no Museu Carrillo Gil na Cidade do México e no projeto Auto Defense, de Stéphane Malka para o Arc de La Defense em Paris. Ambos os projetos podem ser considerados projetos de arquitetura parasita em estrutura pré-existentes. O intuito aqui é de se utilizar do mesmo princípio e ”ocupar" um dos símbolos da cidade

Na ponte utilizamos a própria estrutura (hoje exclusiva para veículos) para fazer uma conexão peatonal compartilhada com bicicletas, entre os dois lados do rio e também a criação de uma mediateca suspensa com vista para a cidade.